quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O MODELO COMPETITIVO DE GERAR RIQUEZA

          O mundo todo está acostumado a medir a "riqueza" de uma pessoa, empresa ou nação pelos "ativos" que mantém, isto é, pelos bens que possui e pela fortuna que consegue acumular. Mas, o mundo em transformação exige um repensar desse conceito e aponta para uma outra forma de medição. Devemos pensar em riqueza pela capacidade de circular ativos e não mais acumular.

          Até aqui, o acúmulo de bens e dinheiro vem seduzindo os humanos. As mídias propagam verdadeiras adorações a homens e mulheres bilionárias, tratados como serem humanos superiores ou no mínimo pessoas importantes na sociedade. "Possuir" o dinheiro, símbolo de poder, associado a ambições diversas pode levar pessoas até mesmo a derrocadas morais em detrimento de conseguir mais e ampliar o que tem. Para construir impérios faz-se outros humanos trabalhar para ele e, no final, parece não ter mesmo o desejo de dividir sua fortuna com ninguém, nem com aqueles que o ajudaram a conseguir o que construiu. A história está repleta de pelejas infindáveis entre empregados e patrões, uns dejesosos de diminuir a distancia entre duas riquezas e outros empenhados em aumentar. Entre as nações isso também é fácil de notar como num mesmo mundo, de seres humanos em sociedade, exista tanta diferença entre os países ricos e os pobres. Temos verdadeiros países miseráveis bem próximos a países verdadeiramente afortunados.

          O que exatamente esse conceito de riqueza tem a ver com essas diferenças? o fato é que esse é um modo competitivo de agir, pois as fortunas são comparadas para saber quem é mais rico ou quem está em primeiro no ranking na escala de sucesso. Veja o que propaga a Revista Forbes. Ora, se eu tenho mais e quero me manter assim, é necessário manter os outros com menos. No fim, o processo consiste em tirar dos outros para mim e quanto mais faço isso mais rico fico.

          Lembram daquele jogo que nós bricávamos quando criança o Banco Imobiliário? Quem ganhava o jogo? Quem acumulava mais dinheiro, não é verdade? Essa foi a nossa educação financeira e até hoje nós agimos com esse objetivo, de tirar dos outros para ter mais.

Uma vez perguntei a um diretor da Coca-Cola o que seria deles mesmos se os pobres que os sustentam morressem ou não pudessem mais comprar seu produto. Ele ficou calado.

          Mas o mundo está exigindo uma nova forma de pensar. Estamos vendo economias poderosas se inclinarem a novas economias emergentes. Modelos economicos tradicionais se reformulando e se adaptando aos mercados. Países ricos com terríveis problemas de desemprego e recessões sem saber direito o que fazer pois não possuem know how para isso. Países "bancando" dívidas dos seus vizinhos com medo de serem atingidos pela falência em efeito dominó. Como resultante de uma economia globalizada, todo mundo sabe que sua saúde financeira depende direta ou indiretamente da saúde dos seus semelhantes, então tem que cuidar deles também.

          Muitas empresas já enxergaram um novo modo de fazer negócios. Aqui no Brasil tenho que destacar a Avon, Natura e mais recentemente a Jequiti. De outros lugares temos a Herbalife, por exemplo, que permite a participação de qualquer pessoa na sua metodologia de vendas. Estes métodos estão baseados na relação livre entre empresa e vendedor-consumidor, numa relação ganha-ganha sem que haja realmente limites para os benefícios, isto é, os ganhos são o tanto que a pessoa consegue vender, divulgar e gerar renda. Na verdade, a geração de riqueza é proporcional ao esforço empenhado e ao nível de ambição do sujeito.

          Destaco aqui também o incrível trabalho de Muhammad Yunus (ver foto abaixo), laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2006. Esse economista indiano de mais de 70 anos acredita que é impossível ter paz com pobreza e criou um banco de microcrédito que empresta dinheiro aos pobres para que eles mesmos possam gerar seus sustentos, sem garantias de lei, apenas baseado na confiança e cobrando taxas justas. Por incrível que pareça, mais de 98% dos que tomam dinheiro emprestado pagam suas dívidas e tomam mais dinheiro ainda para continuarem crescendo.



          Estes e outros exemplos são prova que novos paradigmas podem ser implantados para proporcionar melhor distribuição de trabalho e renda. É a economia social, também promovida por inúmeras empresas do terceiro setor.

          Este novo paradigma economico passa pelo fato de que parte da riqueza gerada por terceiros volta para seu bolso e o sistema é retroalimentado toda vez que você insere um novo participante. A riqueza é então dividida mas nunca acaba pois a fonte é infinita. A circulação faz o dinheiro ser infinito, pois toda vez que um dinheiro é gasto, algo é comprado e vendido e quanto mais se fizer isso, melhor.

          Explicarei isso melhor na próxima postagem.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

UM CASO INTERESSANTE

          Sincronicidade. Esta é a palavra que une os nossos pensamentos com a energia do universo. Seja consciente ou inconscientemente estamos emitindo pensamentos e expressando nossos desejos. O universo conspira para nos atender, seja lá o que for, bom ou ruim. Vejam que história interessante.

          Depois de terminar seu curso superior em uma universidade distante de sua terra natal, Maria (nome fictício) tentou sua sorte profissional alí mesmo, na cidade onde obteve seu diploma. Ainda estudante começou a namorar com Roberto. Dividiram assim, 6 anos de suas vidas em constantes tentativas de obter sucesso na profissão, mas as coisas não andavam de jeito nenhum. Participava de entrevistas para emprego e quase sempre não era chamada e quando era, não seria remunerada do jeito que merecia. Tentou a sorte por si mesma, como autônoma, mas seu investimento num bonito consultório foi por água abaixo, por falta de clientes. Conversavam muito, pois a falta de dinheiro pode aproximar duas pessoas que se gostam, mas não impedem suas queixas. Maria então, começou a por em prática um desejo que carregava consigo desde o dia que se mudou para aquela cidade. Um desejo interno que conservou por muitos anos de voltar para sua terra natal após sua formatura. Mesmo sendo uma cidade bem menor, era lá que se sentia bem, mas para fazer isso teria que se separar de Roberto que tinha planos de permanecer na cidade maior. Custou a decidir, pois teria que abdicar do seu namoro para se mudar. Ainda tentou casar com Roberto, pois tinha esperança de assumir o "juntos para sempre" pertinente ao matrimonio, mas ambos chegaram a conclusão que não era a hora. Assim, num arroubo mental e emocionalmente maduro, terminou o namoro e voltou à sua terra. Em pouco tempo, conseguiu trabalho e chegou até a recusar outro. Me confessou que estava muito feliz e que Roberto tinha se transformado em um grande amigo.

           Com alguns detalhes fictícios, essa é uma história real. Por muitos anos Maria sabia que se formaria longe de casa mas voltaria para sua terra para exercer sua profissão. Seus planos foram adiados um pouco pela presença de Roberto, mas a situação evoluiu para uma decisão posterior. Talvez tenha sido necessário esse período para ela descobrir que não gostava de Aracaju, conforme me disse, pois a impedia de realizar seu desejo. Em contra partida, Aracaju também não gostava dela, não proporcionando boas chances de trabalho, pelo menos aos seus olhos. O universo trabalhou para ela não ficar por aqui, porque ela pediu.

É assim na nossa vida. Então cuidado com o que pensa.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O PENSAMENTO CRIA A REALIDADE

          O pensamento é uma poderosa força, uma energia, medida e comprovada pela ciência, instrumento do nosso livre-arbítrio e de onde parte tudo que fazemos ou criamos. Nada que tenha sido criado pelo homem na realidade deixou de ser criado anteriormente pela mente.
          Seja um objeto qualquer, por exemplo, uma cadeira, a cadeira que você pode estar sentado agora, como ela foi construída? Certamente, alguém pensou nas necessidades humanas de ter que sentar confortável e adequadamente para obter o máximo de sua atividade. Então elaborou seu assento acolchoado, um encosto para descansos das costas, talvez braços, quiçá reguláveis. Ela também pode ter rodinhas, sistema de suspensão para absorver o impacto de se sentar rapidamente etc. Ou simplesmente ser uma cadeira comum. De qualquer forma, alguém a idealizou primeiro.
          Se for pelo caminho normal, comparou as medidas de um ser humano para determinar as medidas da própria cadeira, colocou tudo isso num belo projeto e então definiu seus materiais e acessórios. Reuniu as ferramentas necessárias e daí partiu para construí-la, até ter dado o acabamento.
          As etapas que foram seguidas em ordem regressiva até se ter o objeto realizado, simplificadamente, passou pela fabricação, planejamento e finalmente a idéia, o pensamento. Na verdade, a cadeira pronta existiu primeiro na mente humana para depois se concretizar.
           A mente humana inicialmente vislumbra a satisfação de uma necessidade e logo após começa a fazer associações com aquilo que ela já conhece e vai entrando em detalhes. Se a mente acessar a criatividade, consegue imaginar coisas inéditas. Quando o sujeito resolve colocar essas idéias num papel utilizando certas técnicas, obtém um planejamento. Diria que já é a força da realização atuando definitivamente no mundo físico. Quando ele procura os recursos para execução já é uma exploração do seu potencial de realização e finalmente, quando faz, realiza. Aqui temos a descrição clara de um processo, que pode sofrer algumas modificações, mas, em minha opinião o processo deve ser seguido.
            Há quem faça coisas sem planejar, por exemplo, quebrando essa seqüência, mas sempre se corre o risco de não obter exatamente o que se quer. Quantos de vocês conhecem casas construídas sem projeto, que apresentam uma série de defeitos? Lembro de uma, em que o sujeito fez duas portas tão atravessadamente que era impossível abrir uma porta sem ter que fechar a outra. Em outro caso, não se colocou janelas suficientes, ou outro recurso, para que o vento circulasse em sua casa, tornando-a bastante quente e desconfortável.
            Por outro lado, também encontramos muita gente com tremenda dificuldade de realização. São ótimos planejadores, pensam em todos os detalhes, mas não conseguem concretizar nada. Isso também não é bom.
             Então o que é bom? Sempre, ou quase sempre a melhor resposta é o equilíbrio, o caminho do meio. O problema é que o meio pode embolar se certas nuances emocionais, conscientes ou inconscientes atuarem de modo a neutralizar a vontade.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PSICOLOGIA DO CONSUMO

           Comprar, comprar, comprar! O mundo está preparando você para conjugar esse verbo no presente e no futuro. As diversas mídias induzem a você investir nas atuais e emergentes necessidades, muitas vezes criadas. Mas o que faz você aceitar essas sugestões e realmente comprar? No fim, essas e outras respostas estão em você mesmo.
           Você liga a TV e os programas estão mostrando as novas tendências da moda, os novos conceitos de automóveis, os novos eletrônicos cheios de novas tecnologias. Você liga o rádio no seu carro e escuta, entre uma música e outra, outra série de apelos para comprar alguma coisa, ou melhor, muitas coisas. Você anda na rua e vê um sem-número de outdors, cartazes, faixas, bandeiras, tudo isso a serviço do consumo. E você termina comprando mesmo aquele telefone celular que acessa internet, tem wi-fi, Bluetooth, TV, rádio FM, tira fotos, grava, tem uma central de jogos e pinta a peste mais.  O fato foi que naquele dia na reunião com o pessoal da empresa, todo mundo colocou os respectivos celulares na mesa, todos eles turbinados e você puxou aquele seu fininho, já com as teclas sem número, todo arranhado e você pensou: tenho que comprar um aparelho novo. Parece mesmo que o mundo precisa circular a riqueza. Tem alguma coisa de mal nisso?
           Bem, eu não acho que tem mal algum nisso propriamente. Pratica-se o que realmente dá certo. O segredo de manter as coisas funcionando e se renovando é fazer o dinheiro circular. Mas, deve-se fazer tudo na medida certa. Se desequilibrar não é fácil reestabelecer a ordem. Daí então se tem que estabelecer um limite, ou seja, não se pode gastar mais do que se recebe.
           O fato de você se perder gastando demais, tem haver com não conseguir se contêr e gastar em qualquer coisa, até mesmo desnecessárias. O vazio interno provocado por uma falta ou carência afetiva, deve ser preenchido de alguma maneira. Há quem faça comendo tudo que vê pela frente, mas pode ser bebida, drogas, sexo e outras coisas mais. Assim também é com o gastar compulsivamente que de forma associada pode envolver dois ou mais aspectos desses. Muitas pessoas desejam coisas, na tentativa de saciedade emocional, mas quando adquirem, perdem o gosto e larga lá aquela coisa que já foi objeto dos seus desejos. Isso é patológico.
            Se você age assim tome cuidado. Procure ajuda. E olhe só, não vai ser algum técnico do fantástico que vai fazer um bocado de continhas. Esse é necessário sim, mas logo de imediato as causas dos problemas devem ser investigadas com alguém que entenda dos fatores emocionais.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O MEDO DA POBREZA

          Adquirir produtos mais baratos em detrimento da qualidade, ficar regulando custos demasiadamente, guardar e reaproveitar objetos quebrados, manter roupas velhas no guarda-roupa que não se pode usar mais pode parecer normal para muita gente. Mas, essas atitudes podem beirar a mesquinhez e ser um sintoma agudo do medo da pobreza.
           Outro dia vi na televisão um sujeito que mantinha uma garagem enorme cheia de tralhas velhas que não mais funcionavam.  Ele era tão ligado nessa questão que saía atrás de objetos nos lixos da vizinhança e os amontoava no seu espaço, que já estava entupido, tanto que o repórter se perdeu lá dentro até encontrá-lo. Em menor proporção, isso nos lembra aquele quartinho dos fundos cheio de caixas e dentro das caixas mil objetos perdidos no tempo. As casas antigas tinham muito espaço e um quartinho desses era bem comum. Hoje em dia os apartamentos são bem menores e nem quartinho extra tem. Mas, já ouvi de um amigo relatar o incômodo que ele sentia por não dispor desse espaço onde mora.
          A idéia predominante nas cabeças que pensam assim está relacionada à necessidade que a pessoa tem de guardar os objetos na esperança de um dia poder usá-lo novamente, talvez consertando ou utilizando-o de outra forma. Outro dia perguntei a um “guardador” por que ele fazia isso. A resposta que obtive, embora não ter sido direta, deu para ver um padrão de pensamento instalado em que o sujeito considera o valor investido no passado para adquirir tal objeto, onerando suas despesas, chegando até a uma espécie de “sacrifício” que ele teve que fazer. Conclui-se então que o que o sujeito faz é uma tentativa de maximizar o valor investido um dia, ou seja, perpetuar seu investimento. Além disso, há claramente um sentimento de posse e apego envolvido e difícil de dissolver.
         Esse padrão de pensamento é inconsciente, a maioria das vezes, e também é conhecido como medo da pobreza. No futuro, posso perder o emprego, não ter mais dinheiro, não ter como comprar novos objetos necessários e então... eu guardo. Nota-se um elo entre o passado e o futuro em que o sujeito tem medo de perder o status quo e guarda “tesouros” para depois. Na verdade esse sujeito guarda uma tremenda energia estática, pois impede o processo de renovação da vida, aonde se vão coisas e chegam outras para suprir novas necessidades emergentes.
          Se você tem essas características, ou quer fazer um experimento simples, faça assim: Separe um tempinho no próximo fim-de-semana para dar uma olhada nas suas roupas. Tire tudo que está guardado e coloque na sua cama. Separe por tipos de peça. E comece a guardar tudo de novo, só que agora, peça por peça, faça as seguintes perguntas para você mesmo: essa roupa ainda dá pra mim? Há quanto tempo que não a uso? Se as respostas forem NÃO e MAIS DE 1 ANO respectivamente, não devolva a peça para o guarda-roupas. Separe-as e faça uma doação. Ela pode não lhe servir mais, mas pode servir para outra pessoa. Assim, será uma energia nova para esse irmão e o fluxo da renovação continuará. Deixe no seu espaço somente as roupas que você realmente usa. Você vai se surpreender com o espaço que vai sobrar. E quer saber mais, novas roupas vão surgir para você, para preencher o espaço criado. Novas coisas não chegarão se você estiver cheio de coisas velhas.
           Se você não pode fazer isso, não consegue se desapegar, você tem um pensamento limitante, aquele que cria uma limitação e não deixa você evoluir. E se não cuidar pode carregar isso pro resto de sua vida. Preenchido com o passado, com medo do futuro e deixando de viver o presente.
           Não sejais como o cão imprudente acompanhante de uma caravana no deserto, que tenta guardar seu osso para o futuro enterrando-o na areia. Kahlil Gibran, poeta árabe.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

PROBLEMAS X SOLUÇÕES: EM QUE PENSAR?

A mente humana é mesmo extraordinária e faz o pensamento funcionar de uma maneira bem singular para encontrar soluções para problemas bem complexos. Mas é preciso entender o padrão de funcionamento do pensamento para tornar essas soluções mais eficazes.
Há muitos estudos sobre a mente humana e hoje se conhece muito do seu funcionamento. Não vamos aqui entrar em maiores detalhes, mas vamos considerar um aspecto: no seu poder de seletividade.
Uma vez tive um carro roubado. Era um simples fusca branco já bastante usado, mas que me trouxe muita apreensão por seu roubo, pois se tratava do único meio de transporte próprio da família e fatalmente faria muita falta. O carro foi arrastado da frente de minha casa e fiz imediatamente o boletim de ocorrência na tentativa de reavê-lo. Algumas horas mais tarde, fiz uma rodada na cidade dentro da viatura da polícia, pelos pontos mais esquisitos e prováveis de encontrá-lo. Ainda que fosse como procurar uma agulha no palheiro, sai com os investigadores dando referências sobre o carro. Diante do desejo de encontrar o meu, localizei muitos, mas muitos carros mesmo com as mesmas características. Não encontrei o meu, mas como tudo na vida traz lições, uma delas foi entender claramente que antes do roubo, quase não percebia o número de fuscas brancos na cidade e depois não podia nem acreditar que havia tantos.
Observando outros casos, todos nós podemos concluir que de acordo com a nossa vontade podemos ou não perceber um determinado objeto, situação, qualidade e tudo o mais. Nossa mente é seletiva. Quando nós decidimos pensar sobre algo, as outras coisas passam despercebidas por nós. E podemos pensar tanto sobre esse algo que o pensamento pode ser fixado de tal forma que chega até a obsessão.
Voltando ao caso, se o problema nos acontece e nos concentramos tanto nele, ele só fortalece e ficamos sem espaço para pensarmos nas possíveis soluções. Não é que devemos abdicar de ver o problema, analisar e desconsiderar sua existência. Mas, se temos que gastar nossa energia nisso, porque não direcionar para encontrar a solução? Por exemplo, se te falta dinheiro porque não direcionar seus pensamentos e atitudes para ter mais? Muitos de nós ficamos lamentando pela falta, e é “falta” que teremos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

QUALIDADE DE VIDA SEGUNDO A OMS

QUALIDADE DE VIDA
(Com base na Divisão de Saúde Mental da Organização Mundial de Saúde)

  1. Conceito de Qualidade de Vida

A expressão qualidade de vida foi empregada pela primeira vez pelo Presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson em 1964.

“Os objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas”

Embora não haja consenso a respeito do conceito de qualidade de vida a OMS conduziu em 1994 a definição de qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações.

  1. Medida da Qualidade de Vida:

A OMS criou o grupo WHOQOL composto de representantes experts de vários países do mundo.

            W – World
            H – Healthy
            O – Organization
            Q – Quality
            O – Of
            L – Life

Que por sua vez instrumentalizou um questionário multidimensional com 100 observações baseada em 6 domínios: físico, psicológico, nível de independência, relações sociais, meio-ambiente e religião.

  1. Domínios e Facetas do WHOQOL

Domínio I – Físico
1.      Dor de desconforto
2.      Energia e fadiga
3.      Sono e repouso

Domínio II – Psicológico
4.      Sentimentos positivos
5.      Pensar, aprender, memória e concentração
6.      Auto-estima
7.      Imagem corporal e aparência
8.      Sentimentos negativos

Domínio III – Nível de Independência
9.      Mobilidade
10.  Atividades da vida cotidiana
11.  Dependência de medicação ou de tratamentos
12.  Capacidade de trabalho

Domínio IV – Relações Sociais
13.  Relações pessoais
14.  Suporte (apoio) social
15.  Atividade sexual

Domínio V – Ambiente
16.  Segurança física e proteção
17.  Ambiente no lar
18.  Recursos financeiros
19.  Cuidados de saúde e social: disponibilidade e qualidade
20.  Oportunidades de adquirir novas informações e habilidades
21.  Participação em, e oportunidades de recreação/lazer
22.  Ambiente físico: (poluição/ruído/trânsito/clima)
23.  Transporte

Domínio VI – Aspectos espirituais/ religião/ Crenças pessoais
            24. Espiritualidade/ religião/ crenças pessoais.
           

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O DINHEIRO CONTROLA SUA VIDA?

Olhem só que texto legal.
Autor: Fran Christy  
Por mais que tenhamos um impulso teimoso de responder “claro que não”, o mais provável é que a verdadeira resposta seja “sim”. Talvez você seja uma daquelas pessoas, típico brasileiro, que reza pelo mantra do “sou pobre mas sou feliz” e torce o nariz para idéias relacionadas à geração de renda como se o interesse pelo dinheiro fosse coisa de gente avarenta e mesquinha. Ou talvez você seja uma pessoa aberta a tudo o que diz respeito ao dinheiro, mas que mesmo assim não consegue manter a cabeça fora d’água. De um jeito ou de outro, o dinheiro provavelmente controla sua vida muito mais do que você imagina (ou deseja).

De uma forma básica, o dinheiro controla a vida de todo mundo, pois não é possível viver sem ele, quer você goste disso ou não. Sua opinião pouco influencia o preço dos produtos e serviços de que você precisa para sobreviver, não é verdade? É possível, entretanto, alcançar um patamar financeiro em que você pode se sentir mais livre do dinheiro, aproveitando mais a sua vida, sem o stress de ter que batalhar para pagar contas. A ironia é que para chegar lá você precisa ser uma pessoa interessada em dinheiro!

Sempre que vou ao Brasil (se você não sabe, eu moro nos EUA), eu tenho que lidar com as críticas dos socialistas de plantão ao “capitalismo” e ao “sistema” norte americano. Sem tornar este artigo uma provocação a esse pessoal, mas ilusões e fantasias econômicas à parte, o ser humano é capitalista por natureza. Não conheço uma pessoa que não tenha desejos de consumo, mesmo que seja uma viagem turística com a família, um jantar num restaurante famoso (e caro) ou simplesmente mais tranqüilidade financeira na vida (sim, isso é sonho de consumo!). A tendência natural do ser humano é desejar “coisas” para si e para seus entes queridos e essas coisas, sejam bens materiais ou serviços, custam dinheiro. É por esse motivo que o sistema socialista nunca funcionou (sem opressão) em nenhum lugar do mundo. A idéia fantasiosa de que todos devem dividir tudo e ninguém deve ter bens pessoais só funciona na teoria. Na prática, o ser humano é um bicho egoísta, invejoso e vaidoso (sim, você também!). Mesmo que você não deseje ser milionário, mesmo que você não pense em dinheiro o tempo todo, mesmo que você seja uma boa pessoa, caridosa, etc. que não coloca o dinheiro em primeiro lugar, você tem um capitalista dentro de você e o dinheiro ocupa, sim, uma certa posição (que pode não ser a primeira, mas ainda assim está lá!) dentro de você.

Isso não faz de você uma má pessoa. Dinheiro é o meio de troca que temos na vida para conseguirmos o que queremos e o que precisamos. O fato de que alguns exageram nos desejos e nos impulsos para conseguir dinheiro não faz de você um santinho que não precisa de dinheiro pra nada! No final das contas, se você não está onde gostaria de estar financeiramente, ou seja, se você não sente a segurança de que precisa, se você mantém uma atividade profissional que não manteria se dinheiro não fosse problema, se você faz escolhas difíceis ligadas ao dinheiro, não tem jeito, ele controla sua vida, sim, por mais que você desejasse que não.

A solução, como eu disse, é acabar com esse preconceito bobo (se for o seu caso) e passar a gostar mais de dinheiro. Percebo que muitas vezes o preconceito vem da cultura ou mesmo da própria infância e a pessoa nem sequer percebe. Muitos dos que dizem estar abertos ao dinheiro mantêm preconceitos inconscientes escondidos lá no fundo da mente inconsciente. Essas idéias, muitas vezes, são absorvidas desde a infância do próprio meio e no Brasil há uma postura generalizada de aversão, talvez não ao dinheiro em si, mas à idéia de “fazer dinheiro”, que é vista quase como uma coisa vergonhosa, suja. A forte influência religiosa no Brasil pesa muito culturalmente com noções generalizadas contra os ricos e uma idolatração tola da pobreza. “Rico é avarento”, “rico é infeliz”, “dinheiro não traz felicidade”, “sou pobre, mas sou feliz”, enfim, todas essas frases que permeiam a cultura brasileira e mesmo inconscientemente fazem parte do pensamento do brasileiro.

Com freqüência vejo meus leitores referirem-se ao dinheiro timidamente, como se desejar fazer muito dinheiro fosse algo extremamente vergonhoso. Vejo coisas do tipo: “Não quero ser rico, não, só quero melhorar um pouquinho de vida”, “Jamais iria para fora do país como você fez para perseguir metas profissionais, mas quero ter um pouquinho de tranqüilidade financeira” ou ainda “Só quero conseguir pagar minhas contas sem me preocupar, mas riqueza, não quero, não”. Há um senso generalizado de que desejar riqueza “é feio”, de que a pessoa que diz com todas as letras que deseja ser rico é daquelas que “só pensa em dinheiro” e provavelmente “deve ser” avarenta, mesquinha, egoísta e por aí vai. A pessoa, então, precisa deixar bem claro para todos ouvirem que “ela não quer ser rica não, tá?” ela “só quer um pouquinho mais de dinheiro… mas não muito, viu?”!

Algo que percebo, porém, é que aqueles que têm essa postura de ter vergonha do dinheiro, de dizer que “só quer” isso ou aquilo mas não quer muito geralmente não consegue nada! Isso tem a ver com a motivação (e a psicologia explica!), mas é tão complexo que será assunto para outro artigo! O fato é que aquele que pouco deseja não consegue nem esse pouco, simplesmente não consegue nada.

Então, se você quer ter o privilégio de dizer que não, o dinheiro não controla sua vida justamente porque você tem tanto que nem precisa se preocupar com ele, o caminho é adotar uma postura positiva com relação à geração de renda, não ter vergonha de dizer que quer ficar rico e não ter preconceitos contra quem já é. Por mais básico que seja esse pensamento, ele funciona. A partir daí é claro, cabe a você encontrar uma forma de geração de renda que lhe permita um gap maior entre o que você ganha e o que você gasta para que você possa se sentir seguro e dizer com firmeza que o dinheiro não controla sua vida, você é quem o controla.

 
Fran Christy é formada em administração de empresas com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle, EUA e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias de vida voltadas para a construção de um estilo de vida mais livre e com propósito.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

SERIA HUMILDADE SINÔNIMO DE POBREZA?

Na nossa sociedade é muito comum definir pessoas pobres com pessoas humildes.  Será isso verdade?
Para analisar o que falo fui a um dicionário e encontrei as definições da palavra humildade como sf (que vem do latim humilitate) 1. Virtude com que manifestamos o sentimento de nossa fraqueza; 2. Modéstia; 3. Pobreza; 4. Demonstração de respeito, de submissão; 5. Inferioridade;. O antônimo de humildade é arrogância, orgulho.  
Fica muito claro por essas definições, que colocamos o humilde numa posição inferior, reconhecendo ser menor em vários aspectos, inclusive financeiro (vide item 3. pobreza como sinônimo de humildade). Assim, é muito comum definirmos uma pessoa pobre como uma pessoa humilde, ou o contrário, uma pessoa rica como uma pessoa orgulhosa, soberba. De antemão, sem até conhecer a pessoa direito, muitas das vezes fazemos um pré-julgamento e taxamos as pessoas de humildes ou orgulhosos olhando para o que a pessoa está vestindo ou o que tem de bens materiais. Devo dizer que um juízo de valor feito nestas bases aponta o grau de preconceito que temos e assim provamos não sermos humildes nessa hora.
Mas será isso mesmo? Todo pobre é humilde e todo rico é orgulhoso? Serão essas premissas verdadeiras? Claro que não. Você mesmo deve conhecer pessoas pobres e orgulhosas ou deve conhecer pessoas ricas e humildes. Na verdade, assim como não podemos comparar bananas com laranjas, não podemos comparar um estado com uma qualidade.
Pobreza é um estado de falta, como falta de dinheiro e outros recursos nem sempre materiais. Humildade é uma qualidade do espírito, um atributo da alma ou da personalidade, do ser interno. Dessa forma, um homem rico pode ser pobre em humildade e um homem pobre pode ser bastante rico, não é mesmo?

Prefiro ficar com outra definição de humildade encontrada em outro dicionário: Humildade é a Capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações. Essa é mais completa e se aplica a qualquer indivíduo e de qualquer classe.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sua Vida Depende de Você

O Homem é precursor de si mesmo! Diversas correntes espiritualistas dedicadas ao comportamento humano e os recentes avanços da física, redesenham a psicologia moderna e ratificam a frase inicial com maior firmeza.  O mecanismo mental determina o estado em que se encontram cada ser humano. Esse estado mental devidamente alinhado com os outros aspectos seja físico, emocional ou espiritual, determinará um caminho em que a felicidade e outros anseios sejam alcançados ainda na Terra. Um homem assim equilibrado é um homem próspero e de sucesso, pois terá tudo que ele precisa. É como andar a favor do fluxo ou surfar nas ondas do universo onde tudo lhe será acrescentado. Por outro lado, a vida, nos dada por Deus, deve ser comemorada e sentida de repleta gratidão. Essa é uma chance de celebrar a vida em conjunto.