quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O MODELO COMPETITIVO DE GERAR RIQUEZA

          O mundo todo está acostumado a medir a "riqueza" de uma pessoa, empresa ou nação pelos "ativos" que mantém, isto é, pelos bens que possui e pela fortuna que consegue acumular. Mas, o mundo em transformação exige um repensar desse conceito e aponta para uma outra forma de medição. Devemos pensar em riqueza pela capacidade de circular ativos e não mais acumular.

          Até aqui, o acúmulo de bens e dinheiro vem seduzindo os humanos. As mídias propagam verdadeiras adorações a homens e mulheres bilionárias, tratados como serem humanos superiores ou no mínimo pessoas importantes na sociedade. "Possuir" o dinheiro, símbolo de poder, associado a ambições diversas pode levar pessoas até mesmo a derrocadas morais em detrimento de conseguir mais e ampliar o que tem. Para construir impérios faz-se outros humanos trabalhar para ele e, no final, parece não ter mesmo o desejo de dividir sua fortuna com ninguém, nem com aqueles que o ajudaram a conseguir o que construiu. A história está repleta de pelejas infindáveis entre empregados e patrões, uns dejesosos de diminuir a distancia entre duas riquezas e outros empenhados em aumentar. Entre as nações isso também é fácil de notar como num mesmo mundo, de seres humanos em sociedade, exista tanta diferença entre os países ricos e os pobres. Temos verdadeiros países miseráveis bem próximos a países verdadeiramente afortunados.

          O que exatamente esse conceito de riqueza tem a ver com essas diferenças? o fato é que esse é um modo competitivo de agir, pois as fortunas são comparadas para saber quem é mais rico ou quem está em primeiro no ranking na escala de sucesso. Veja o que propaga a Revista Forbes. Ora, se eu tenho mais e quero me manter assim, é necessário manter os outros com menos. No fim, o processo consiste em tirar dos outros para mim e quanto mais faço isso mais rico fico.

          Lembram daquele jogo que nós bricávamos quando criança o Banco Imobiliário? Quem ganhava o jogo? Quem acumulava mais dinheiro, não é verdade? Essa foi a nossa educação financeira e até hoje nós agimos com esse objetivo, de tirar dos outros para ter mais.

Uma vez perguntei a um diretor da Coca-Cola o que seria deles mesmos se os pobres que os sustentam morressem ou não pudessem mais comprar seu produto. Ele ficou calado.

          Mas o mundo está exigindo uma nova forma de pensar. Estamos vendo economias poderosas se inclinarem a novas economias emergentes. Modelos economicos tradicionais se reformulando e se adaptando aos mercados. Países ricos com terríveis problemas de desemprego e recessões sem saber direito o que fazer pois não possuem know how para isso. Países "bancando" dívidas dos seus vizinhos com medo de serem atingidos pela falência em efeito dominó. Como resultante de uma economia globalizada, todo mundo sabe que sua saúde financeira depende direta ou indiretamente da saúde dos seus semelhantes, então tem que cuidar deles também.

          Muitas empresas já enxergaram um novo modo de fazer negócios. Aqui no Brasil tenho que destacar a Avon, Natura e mais recentemente a Jequiti. De outros lugares temos a Herbalife, por exemplo, que permite a participação de qualquer pessoa na sua metodologia de vendas. Estes métodos estão baseados na relação livre entre empresa e vendedor-consumidor, numa relação ganha-ganha sem que haja realmente limites para os benefícios, isto é, os ganhos são o tanto que a pessoa consegue vender, divulgar e gerar renda. Na verdade, a geração de riqueza é proporcional ao esforço empenhado e ao nível de ambição do sujeito.

          Destaco aqui também o incrível trabalho de Muhammad Yunus (ver foto abaixo), laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2006. Esse economista indiano de mais de 70 anos acredita que é impossível ter paz com pobreza e criou um banco de microcrédito que empresta dinheiro aos pobres para que eles mesmos possam gerar seus sustentos, sem garantias de lei, apenas baseado na confiança e cobrando taxas justas. Por incrível que pareça, mais de 98% dos que tomam dinheiro emprestado pagam suas dívidas e tomam mais dinheiro ainda para continuarem crescendo.



          Estes e outros exemplos são prova que novos paradigmas podem ser implantados para proporcionar melhor distribuição de trabalho e renda. É a economia social, também promovida por inúmeras empresas do terceiro setor.

          Este novo paradigma economico passa pelo fato de que parte da riqueza gerada por terceiros volta para seu bolso e o sistema é retroalimentado toda vez que você insere um novo participante. A riqueza é então dividida mas nunca acaba pois a fonte é infinita. A circulação faz o dinheiro ser infinito, pois toda vez que um dinheiro é gasto, algo é comprado e vendido e quanto mais se fizer isso, melhor.

          Explicarei isso melhor na próxima postagem.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

UM CASO INTERESSANTE

          Sincronicidade. Esta é a palavra que une os nossos pensamentos com a energia do universo. Seja consciente ou inconscientemente estamos emitindo pensamentos e expressando nossos desejos. O universo conspira para nos atender, seja lá o que for, bom ou ruim. Vejam que história interessante.

          Depois de terminar seu curso superior em uma universidade distante de sua terra natal, Maria (nome fictício) tentou sua sorte profissional alí mesmo, na cidade onde obteve seu diploma. Ainda estudante começou a namorar com Roberto. Dividiram assim, 6 anos de suas vidas em constantes tentativas de obter sucesso na profissão, mas as coisas não andavam de jeito nenhum. Participava de entrevistas para emprego e quase sempre não era chamada e quando era, não seria remunerada do jeito que merecia. Tentou a sorte por si mesma, como autônoma, mas seu investimento num bonito consultório foi por água abaixo, por falta de clientes. Conversavam muito, pois a falta de dinheiro pode aproximar duas pessoas que se gostam, mas não impedem suas queixas. Maria então, começou a por em prática um desejo que carregava consigo desde o dia que se mudou para aquela cidade. Um desejo interno que conservou por muitos anos de voltar para sua terra natal após sua formatura. Mesmo sendo uma cidade bem menor, era lá que se sentia bem, mas para fazer isso teria que se separar de Roberto que tinha planos de permanecer na cidade maior. Custou a decidir, pois teria que abdicar do seu namoro para se mudar. Ainda tentou casar com Roberto, pois tinha esperança de assumir o "juntos para sempre" pertinente ao matrimonio, mas ambos chegaram a conclusão que não era a hora. Assim, num arroubo mental e emocionalmente maduro, terminou o namoro e voltou à sua terra. Em pouco tempo, conseguiu trabalho e chegou até a recusar outro. Me confessou que estava muito feliz e que Roberto tinha se transformado em um grande amigo.

           Com alguns detalhes fictícios, essa é uma história real. Por muitos anos Maria sabia que se formaria longe de casa mas voltaria para sua terra para exercer sua profissão. Seus planos foram adiados um pouco pela presença de Roberto, mas a situação evoluiu para uma decisão posterior. Talvez tenha sido necessário esse período para ela descobrir que não gostava de Aracaju, conforme me disse, pois a impedia de realizar seu desejo. Em contra partida, Aracaju também não gostava dela, não proporcionando boas chances de trabalho, pelo menos aos seus olhos. O universo trabalhou para ela não ficar por aqui, porque ela pediu.

É assim na nossa vida. Então cuidado com o que pensa.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O PENSAMENTO CRIA A REALIDADE

          O pensamento é uma poderosa força, uma energia, medida e comprovada pela ciência, instrumento do nosso livre-arbítrio e de onde parte tudo que fazemos ou criamos. Nada que tenha sido criado pelo homem na realidade deixou de ser criado anteriormente pela mente.
          Seja um objeto qualquer, por exemplo, uma cadeira, a cadeira que você pode estar sentado agora, como ela foi construída? Certamente, alguém pensou nas necessidades humanas de ter que sentar confortável e adequadamente para obter o máximo de sua atividade. Então elaborou seu assento acolchoado, um encosto para descansos das costas, talvez braços, quiçá reguláveis. Ela também pode ter rodinhas, sistema de suspensão para absorver o impacto de se sentar rapidamente etc. Ou simplesmente ser uma cadeira comum. De qualquer forma, alguém a idealizou primeiro.
          Se for pelo caminho normal, comparou as medidas de um ser humano para determinar as medidas da própria cadeira, colocou tudo isso num belo projeto e então definiu seus materiais e acessórios. Reuniu as ferramentas necessárias e daí partiu para construí-la, até ter dado o acabamento.
          As etapas que foram seguidas em ordem regressiva até se ter o objeto realizado, simplificadamente, passou pela fabricação, planejamento e finalmente a idéia, o pensamento. Na verdade, a cadeira pronta existiu primeiro na mente humana para depois se concretizar.
           A mente humana inicialmente vislumbra a satisfação de uma necessidade e logo após começa a fazer associações com aquilo que ela já conhece e vai entrando em detalhes. Se a mente acessar a criatividade, consegue imaginar coisas inéditas. Quando o sujeito resolve colocar essas idéias num papel utilizando certas técnicas, obtém um planejamento. Diria que já é a força da realização atuando definitivamente no mundo físico. Quando ele procura os recursos para execução já é uma exploração do seu potencial de realização e finalmente, quando faz, realiza. Aqui temos a descrição clara de um processo, que pode sofrer algumas modificações, mas, em minha opinião o processo deve ser seguido.
            Há quem faça coisas sem planejar, por exemplo, quebrando essa seqüência, mas sempre se corre o risco de não obter exatamente o que se quer. Quantos de vocês conhecem casas construídas sem projeto, que apresentam uma série de defeitos? Lembro de uma, em que o sujeito fez duas portas tão atravessadamente que era impossível abrir uma porta sem ter que fechar a outra. Em outro caso, não se colocou janelas suficientes, ou outro recurso, para que o vento circulasse em sua casa, tornando-a bastante quente e desconfortável.
            Por outro lado, também encontramos muita gente com tremenda dificuldade de realização. São ótimos planejadores, pensam em todos os detalhes, mas não conseguem concretizar nada. Isso também não é bom.
             Então o que é bom? Sempre, ou quase sempre a melhor resposta é o equilíbrio, o caminho do meio. O problema é que o meio pode embolar se certas nuances emocionais, conscientes ou inconscientes atuarem de modo a neutralizar a vontade.