segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PSICOLOGIA DO CONSUMO

           Comprar, comprar, comprar! O mundo está preparando você para conjugar esse verbo no presente e no futuro. As diversas mídias induzem a você investir nas atuais e emergentes necessidades, muitas vezes criadas. Mas o que faz você aceitar essas sugestões e realmente comprar? No fim, essas e outras respostas estão em você mesmo.
           Você liga a TV e os programas estão mostrando as novas tendências da moda, os novos conceitos de automóveis, os novos eletrônicos cheios de novas tecnologias. Você liga o rádio no seu carro e escuta, entre uma música e outra, outra série de apelos para comprar alguma coisa, ou melhor, muitas coisas. Você anda na rua e vê um sem-número de outdors, cartazes, faixas, bandeiras, tudo isso a serviço do consumo. E você termina comprando mesmo aquele telefone celular que acessa internet, tem wi-fi, Bluetooth, TV, rádio FM, tira fotos, grava, tem uma central de jogos e pinta a peste mais.  O fato foi que naquele dia na reunião com o pessoal da empresa, todo mundo colocou os respectivos celulares na mesa, todos eles turbinados e você puxou aquele seu fininho, já com as teclas sem número, todo arranhado e você pensou: tenho que comprar um aparelho novo. Parece mesmo que o mundo precisa circular a riqueza. Tem alguma coisa de mal nisso?
           Bem, eu não acho que tem mal algum nisso propriamente. Pratica-se o que realmente dá certo. O segredo de manter as coisas funcionando e se renovando é fazer o dinheiro circular. Mas, deve-se fazer tudo na medida certa. Se desequilibrar não é fácil reestabelecer a ordem. Daí então se tem que estabelecer um limite, ou seja, não se pode gastar mais do que se recebe.
           O fato de você se perder gastando demais, tem haver com não conseguir se contêr e gastar em qualquer coisa, até mesmo desnecessárias. O vazio interno provocado por uma falta ou carência afetiva, deve ser preenchido de alguma maneira. Há quem faça comendo tudo que vê pela frente, mas pode ser bebida, drogas, sexo e outras coisas mais. Assim também é com o gastar compulsivamente que de forma associada pode envolver dois ou mais aspectos desses. Muitas pessoas desejam coisas, na tentativa de saciedade emocional, mas quando adquirem, perdem o gosto e larga lá aquela coisa que já foi objeto dos seus desejos. Isso é patológico.
            Se você age assim tome cuidado. Procure ajuda. E olhe só, não vai ser algum técnico do fantástico que vai fazer um bocado de continhas. Esse é necessário sim, mas logo de imediato as causas dos problemas devem ser investigadas com alguém que entenda dos fatores emocionais.

5 comentários:

  1. Além dos várias propagandas para se consumir, há um outro aspecto: muitas pessoas gastam além do que deveriam gastar só para demonstrarem que têm um certo poder aquisitivo, e criam a falsa ilusão de que isso lhes traz reconhecimento.

    Para esses indivíduos, o mundo gira em torno de posses e de vantagens, e alguns valores importantes são desprezados. Sentam numa mesa e o papo é um só: troquei meu carro, comprei um apt., fui à Europa, fiz isso, aquilo, etc.

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  2. Caro Rickley. Sua percepção está correta. A base disso é o desejo de PODER, que está associado às POSSES. Sabe aquela história, você possue dinheiro ou o dinheiro te possue? A maioria de nós não tem o domínio da própria vida, é carente, e preenche (ou tenta) sua falta interna de valores bem mais duradouros, por objetos que outros vejam. Não basta ter um carro do ano e caro, é necessário que os outros vejam e falem sobre isso. Isso é afirmação. Mas veja: isso é culpa do dinheiro ou do que fazemos com ele? Abraços, Zé Maria

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  3. Gostei do texto. O ser humano, por se constituir um ser dinâmico, vive em contantes mudanças e muitas vezes numa persistente insatisfação, somado a isso temos um mercado que cria necessidades a todo momento a este ser, e tenta convence-lo sobre estas nos mais diversos meios de comunicação. Já se foi a època onde nos apegavamos a um bem, tipo um carro, celular, uma roupa. Estamos inseridos no mundo dos descartáveis. Isso é explicado até pela duração dos bens atualmente. É necessário de fato um auto-controle e uma auto-análise. É um tanto difícil, mas a gente consegue, eu acho. kkkkkk

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  4. Cris. Assim como é fora é dentro. Isso quer dizer que internamente estamos insatisfeitos. Isso é bom pelo lado de que nos impulsiona para melhorar, ir pra frente e ter ambição. Mas, se o ser humano só olhar pra fora, pode se perder numa selva cheia de armadilhas. Legal esse toque das pessoas não terem apego a objetos descartáveis como são todos hoje. Porém, o ser humano pode estar transportando esse comportamento para as relações. Hoje, se diz "eu te amo" tão fácil quanto se diz "eu não te amo mais". Parece ser o amor muito "raso" e assim o sujeito deixa de experienciar a profundidade da beleza da vida. Zé Maria

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  5. É!!! Vejo que nada está errado, desde que tudo esteja certo...
    Eita Cris! Lá vai eu, não é mesmo?
    Como Zé colocou, concordo que não há problema algum em querermos trocar o carro por um melhor e mais novo, o apartamento por um mais confortável e bem localizado, comprarmos uma calça da moda, e aí vai...
    Pra mim, o problema existirá quando este desejo é superficial, quando ele é criado em função dos outros e não pra garantir uma real necessidade "nossa", ou pior ainda, quando não nos organizamos financeiramente pra adquirirmos estes bens.
    Agora, também concordo que o maior problema consiste na falta de auto-conhecimento, maturidade e definição de personalidade. E se isto não for sanado em quanto é tempo, teremos problemas pro resto da vida, mesmo que isto não seja tão aparente aos outros.
    É sabido que as nossas necessidades (reais e-ou fictícias) demonstram o que realmente somos. E agora? Quem realmente sou? Será que sou o que realmente queria ser? Onde quero chegar?
    Bjs a todos
    Isabel Silveira

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